Portuguese English Spanish

 

Para mim, o Brain mode é a forma mais interessante de resposta em minha bike. Através dele todo o esforço e dedicação valem mais a pena.

Minha S-Works Era possui duas suspensões com a tecnóloga Brain, as quais trabalham de forma inteligente: quem está em seu comando não precisa acionar ou desativar sua funcionalidade. Em cada descida, cada curva, o Brain Mode me proporciona total diversão; minha atenção passa a estar completamente ligada ao percurso e à aplicação de minhas técnicas em cada obstáculo.

Com tantas viagens internacionais e trocas de experiências, uma coisa que aprendi no decorrer destes anos é que devemos saber aproveitar nossa carreira, nossos momentos com a bike, para que esta não se torne uma vida rotineira correndo o risco de perdermos o prazer oferecido pelo Mountain Bike. Confesso que sair dessa rotina de foco em dados, planilhas de treinos e resultados é um grande desafio para mim, porém aquele que consegue direcionar sua carreira de atleta conciliando serenidade, foco e diversão cultivará sua paixão eterna pelo esporte. Por isso, acredito que (como a minha S-Works Era), devemos ter o nosso próprio “Brain mode”, através do qual deixamos num canto reservado de nossa mente tudo o que nos deixa ansiosos, estressados, apreensivos... Só assim podemos desfrutar plenamente do que nos traz tanta satisfação.

O Mountain Bike nos permite conhecer novos mundos, novos ares, e por experiência própria digo que grandes momentos de felicidade e alegria vivenciados por mim foram em cima da bike. No Brasil, em minha cidade natal, são raras (mas especiais) as vezes em que saio com amigos rumo às cachoeiras ou somente para rodar por trilhas desafiadoras, jogando conversa fora, compartilhando aprendizados... Nessas horas, o conforto e a resposta proporcionada pelo sistema de amortecimento de minha S-Works Era me permite desfrutar da melhor forma possível cada pedaço de chão, cada instante trilhado, o que ativa em mim o meu “Brain mode” pessoal, ou melhor, meu modo de diversão e entrega completa. Apesar de não haver bike parks em minha cidade, em cada país que visito conheço lugares incríveis nos quais, quando possível, ligo meu “Brain mode” e vou me divertir. Alguns dos lugares mais legais pelos quais passei foram Mont Sainte-Anne, Livignio e Nove Mesto na Morave  Mont Sainte-Anne com mil e uma alternativas para explorar subidas, downhills, trilhas repletas de raízes e pedras... Não precisamos nos preocupar com o tempo pedalado, pois trilhas lá não faltam.

Livignio, para mim, foi uma frustrante experiência que se tornou paixão à segunda vista. Em minha primeira vez em Livignio, eu estava em transição entre duas provas muito importantes e fiquei focada somente no treino e recuperação, presa somente à minha planilha e girando no asfalto. Confesso que estranhei, pois tantas pessoas falaram sobre o qual incrível é aquela região... Mas este ano pude ir com novos olhos em busca de desbravar o máximo possível, e aí sim pude fazer treinos incríveis, tanto de intervalados em trilhas, quanto treinos técnicos nas descidas do bike park Montolino.

Em Nove Mesto na Morave, em 2014, tive o primeiro contato com o bike park perto da divisa da Polônia com a República Checa. Neste ano pude voltar lá e curtir cada curva, cada trilha com minha bike full suspension na companhia de grandes atletas do mountain bike mundial. No entanto, desta vez foi algo diferente, o momento das garotas, garotas estas que estavam buscando somente curtir cada instante na trilha com suas bikes; foi um pedal com paradas para nos encontrarmos no mapa e decidir para onde iríamos e cada pit stop era uma sessão de gargalhadas. Momento para ficar guardado, para justificar toda dedicação e para estar aberta a novos horizontes.

Às vezes me pego pensando: será que o final da temporada para um atleta de MTB é como a virada de um ano para as pessoas, momento de analisar todo o ano, o que fizemos certo, errado, o que devemos melhorar, almejar novos objetivos, e fazer uma lista de tudo que desejamos para a temporada seguinte? Creio que sim... Essa transição de temporada para o período de treinos de base me traz esse sentimento, no qual passamos a analisar melhor todos os pontos. Entrarei em um processo de treinos de longa duração, intensidade, força e com foco total para estar 100% no início da temporada seguinte.

Então... Por que não apenas ligar meu “Brain mode” da diversão para dar início ao período de transição da melhor forma possível?

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.