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Mont-Sainte-Anne é um dos percursos mais duros do circuito mundial, não só pelas partes técnicas, mas também pelas subidas íngremes e extenuantes. Uma pista para atletas completos, que exige força, habilidade, resistência e potência.

O desafio ficou ainda mais difícil após uma contusão durante o primeiro treino de reconhecimento. Cometi um erro numa descida de pedras e caí me apoiando com as duas mãos. Apesar das várias sessões com gelo, senti muito desconforto nos dois pulsos. A fisioterapeuta conseguiu estabilizar as mãos com talas de esparadrapo, mas mesmo assim corri no sacrifício. Voltando para a Espanha, vamos intensificar o tratamento e buscar uma recuperação rápida para a última etapa da copa do mundo e para o Mundial na Austrália.

Esta pista é cruel e não perdoa a falta de concentração. No domingo, fiz uma prova muito sofrida e lutei o tempo todo tentando encontrar um bom ritmo e uma pedalada menos “quadrada”. Estou orgulhosa por ter suportado a dor e ainda ter conseguido uma 21ª colocação. Fiquei muito feliz também por ver que num dia bom, posso sonhar com objetivos mais ousados.

Agradeço a minha família Espanhola PMRA Racing Team, especialmente para o staff presente aqui no Canadá: Antônio Martines e Jorge Soto. Deixo também um obrigado muito especial por toda a torcida dos que estavam presentes ou mesmo distantes, essa energia foi fundamental para superar todas as adversidades.

Andar com fé eu vou porque a fé não costuma falhar

#TIMERAIZA

 

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