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Uma prova muito tradicional aqui na Espanha, que sempre conta com muitos atletas, agora se tornou HC. Dessa forma, a Copa Catalana trouxe este ano forte start list. De minha parte, deu orgulho correr na categoria elite feminina e ver mais de 45 mulheres alinhadas.

Apos 6 dias seguidos de prova na Andalucia Bike Race, com mais de 19 horas acumuladas de pedal, fui diretamente apos a ultima etapa da ABR para Chelva, onde foram 4,5 horas de carro. Chegamos e o único foco era recuperar, e nisso contei com todo

Mas uma nova experiência em prova de etapas aqui na Espanha. Confesso que pensava que a última prova que realizei já tinha sido o ápice de trilhas incríveis mas não, aqui pude conhecer e desfrutar trilhas incríveis.

Estreia em grande estilo, tanto na equipe PMRA Racing Team, como na prova Costa Blanca Bike Race, em Biemidorm. Uma prova UCI classe S2 com 4 etapas, sendo 3 delas entre 40 a 60 km e uma crono scalada de 11km.

Encerro a temporada 2016 com um sorriso no rosto, foi um longo ciclo olímpico em que atingi a maioria dos objetivos traçados.

Terminei meu último bloco de provas na Europa com a etapa da KMC Bundesliga em Titisee-Neustadt. A 11˚ colocação não foi um resultado expressivo, porem já estava ciente de minhas condições físicas e fiquei muito feliz com a sensação do dever cumprido. Ainda planejava correr mais uma prova no Brasil, a Taça Brasil em Rio das Ostras, mas o adiamento para o final de Novembro me fez antecipar as férias e alterar o início do treinamento de base para o começo de Novembro. Confesso que isso foi até bom, pois mais que o desgaste do corpo, a cabeça também precisa de descanso.

No último dia 10 de setembro, participei pelo terceiro ano seguido da prova HC Maja Race em Jelenia Gora, Polônia, num circuito divertido, técnico, com obstáculos naturais e repleto de raízes e pedras. A prova é muito dura, tanto pela duração quanto por estarmos sempre no limite, seja em subidas íngremes ou downhills muito técnicos.
Largamos às 13:45 para 6 voltas mais a start loop. Consegui fazer uma boa largada, mantendo-me entre as 5 primeiras, mas senti o cansaço acumulado deste ano olímpico e minhas energias foram se esgotando a cada volta.

Após 11 dias na altitude para a aclimatação, realizei a última etapa da copa do mundo em Andorra - um país pequeno, porém encantador, com suas montanhas e inesquecíveis paisagens. Com certeza, foram 11 dias para recarregar minhas energias com o ar puro e uma motivação a mais a cada treino.

O percurso da Copa do Mundo era técnico, com subidas curtas e íngremes, o que tornava cada volta mais dura, exigindo força, potência e resistência. As seções técnicas apresentavam muitas raízes e pedras, o que colocou minha bike Era S-Works à prova a cada instante.

Difícil ser breve quando concluímos um ciclo de dois anos com dedicação integral, primeiro na busca pela vaga olímpica, depois na preparação para a prova (que foi a mais importante da minha carreira).

Foi tudo aquilo mesmo que passava pela minha imaginação, e um pouco mais. A Vila Olímpica, as arenas, a cidade, o ambiente, a atmosfera, tudo compõe o paraíso dos atletas e dos amantes dos esportes.

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