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O sentimento de poder conduzir a Tocha olímpica e fazer parte do maior evento de esportes do planeta, ainda mais em minha cidade e com a torcida da população local, é inexplicável. Fico pensando nesta chama que foi acesa na Grécia e agora está no Brasil, a caminho da minha cidade Pirenópolis-GO, onde serei uma condutora.

O dia tão esperado estava por vir. Estive bem ansiosa por conhecer o circuito, pois ouvi comentários de que era bem duro. Após uma viagem de dois dias e meio com conexões longas, cheguei juntamente com a Delegação Brasileira a Catamarca. No dia da viagem, fui informada que teria que fazer o Team Relay (prova realizada entre equipes das distintas nações inscritas). Devido ao curto tempo até a prova, só pude treinar um pouco na pista no dia 30 e no dia 31. Fiz a prova Team Relay como um treino preparativo para a prova do dia 03 de abril. Assim, conquistamos a 2ª colocação. Foi muito bom para sentir como seria o ritmo da prova de domingo, como meu equipamento se portaria e quais mudanças seriam necessárias.

Em minha segunda semana no Chile, estive treinando para a prova realizada na cidade de Curicó. Lá, passei uma semana inteira focada em meus treinos com um ótimo suporte dos novos amigos Carlos e Paula, da loja KilometroCero (representante Specialized).

O circuito se apresentava com as seguintes características: rápido, com quase 4 km por volta, partes off camber, subidas curtas que exigiam muita potência e decidas repletas de pó e muita terra solta. No sábado, 19/03, completei meu último treino de reconhecimento com a estratégia traçada para o dia seguinte.

Após ser convidada, com grande honra, pela organização da Copa Lippi a participar de mais uma prova em Santiago, Chile, parti para mais uma viagem ao lado do meu parceiro de equipe, Erick Bruske.
A competição, como de costume, foi realizada no Serro de San Cristoban, em pleno centro de Santiago; um parque metropolitano que conta com trilhas de tirar o fôlego, além de já ter sido sede dos Jogos Sul-americanos de 2014. Depois de ser recebida com muita hospitalidade pela embaixadora da Specialized do Chile, Susan Barraza, e por todos que trabalham na Specialized Chile, fui fazer o reconhecimento da pista, que se revelou muito semelhante à do ano passado.

Um dos eventos mais esperados do ano no Brasil para atletas, equipes e amantes do MTB: essa é a etapa de Araxá da CIMTB. A edição 2016 contou com um start list composto por mais de 10 nações. O nível dos atletas competidores e o grande volume do público presente fizeram da etapa algo como a World Cup dos brasileiros.

Após um longo dia de viagem juntamente com meu parceiro de equipe, Erick Bruske, cheguei a San Pedro de Calalao, um pequeno povoado rodeado de montanhas e rios. Com uma atmosfera charmosa de cidade turística e população muito gentil, fomos recebidos de braços abertos.

A temporada 2016 está apenas começando para mim. E o início, mais exatamente, foi em 14 de fevereiro com a Taça Brasil de XCO, uma corrida de classe 2, que oferece 30 pontos para a UCI e rankings Olímpicos. Eu estava muito confortável, porque já competi lá em duas outras edições e sabia muito bem este curso. Alguns concorrentes locais importantes não estavam na lista de inscritas, mas tive a oportunidade de correr com a campeã nacional austríaca, Lisa Mitterbauer.

Após dois dias de viagem, com mais de 24 horas acumuladas, 1.600 km rodando de carro rumo a Mucugê, Bahia, no dia 18 dei início à primeira ultramaratona de minha carreira.

No dia 18 de outubro, foi dada a largada do prólogo, uma etapa com 20 km de pura diversão e muitas trilhas técnicas na Chapada da Diamantina. Esta foi minha primeira prova em dupla. O entrosamento conta muito nesse tipo de competição e nessa etapa tive que respeitar o ritmo de minha parceira, Viviane Favery, para concluirmos juntas a prova. Trabalhando em equipe, dosando o ritmo uma em relação à outra, conseguimos o primeiro lugar no prólogo com 54 segundos à frente das segundas colocadas. No entanto, fomos realistas: sabíamos que tal resultado não definiria nada, pois no dia seguinte teríamos pela frente a etapa Rainha, o dia mais duro da Brasil Ride. Saímos de Mucugê rumo a Rio de contas. Enfrentamos 143 km com 3.400 metros de ascensão. No segundo dia, largamos bem cedo, às 6 da manhã.

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