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Neste domingo, 04/10, participei mais uma vez da Taça Brasil, uma prova que se destaca por sua ótima organização e pista. Dá para ver, claramente, que a que a cada ano temos dado aqui no Brasil valiosos passos na evolução dos circuitos e de seus atributos técnicos.

Pela primeira vez, venho a Andorra, um principado perto da Espanha, com incríveis montanhas e um circuito de dar inveja.

Senti-me em um evento soberano. Nos primeiros dias de treinos, o clima cooperou e o circuito estava somente húmido, porém, na quinta-feira antecedente a minha prova, começou a chover e a ficar com um clima instável sempre sol chuva. Assim, as provas das categorias Junior e Sub-23 foram em péssimas condições com chuva, lama e frio. Sorte a minha, que a previsão de sábado era 100% de chance de sol; dito e feito! No entanto, o circuito estava ensopado, o que fez dele mais técnico e pesado, com descidas repletas de raízes e pedras superescorregadias. Este ano, com o numeral 18 (superfeliz com esta colocação no ranking UCI), pude largar na terceira fila. Fiz uma largada regular.

Pela primeira vez, participei da Copa do Mundo em Val di sole, Itália, uma cidade incrível, simplesmente encantadora. Com um circuito veloz, alguns trechos técnicos e bastantes subidas, foi emocionante participar desta etapa final. O clima não colaborou muito no domingo, pois tivemos uma manhã nublada; o circuito estava bem escorregadio. Às 11:15, horário da Itália, foi dada a largada. Eu estava bem posicionada, com o numeral 22, porém cometi um erro, no momento de explosão, e não consegui encaixar minha sapatilha no pedal.

Após duas semanas no Canadá, embarquei para os Estados Unidos em uma viagem cansativa que envolveu, praticamente, um dia inteiro entre avião, espera em aeroporto e carro. Esta etapa da World Cup não favorece nem um pouco o meus estilo de pilotagem, pois ela é composta, em grande parte de sua extensão, por uma subida muito longa constante. Só depois de toda essa subida é que o circuito despenca através de descidas rápidas e pequenas partes técnicas. A pista estava muito batida e com muito pó, onde meus pneus Fast Track (com uma calibragem mais alta) ajudaram bastante. Desta vez, optei por andar com Fast Track S-Works na roda dianteira e com Fast Track Control na roda traseira, devido à grande quantidade de pedras em algumas descidas.

Ver que todo o esforço está dando resultado, e que sempre é possível aprender com cada experiência, é algo que me deixando mais motivada para descobrir qual será o meu limite, até que ponto posso ir. Mas, pensando bem, acredito que não me preocupado tanto com tais limites, pois, na verdade, o que realmente importa é saber que sou capaz e tenho, pela frente, muito a evoluir.

Estou muito feliz por poder voltar à casa da Jaque (para conhecer a história dessa grande atleta, acesse o link: http://www.jaquemourao.com/p/about-me.html ) e ver
onde tudo começou; saber que consegui crescer no esporte e agora estou aqui como amiga, atleta profissional, treinando junto com ela, trocando conhecimentos, dicas e aprendendo mais, como sempre.

Realmente inesquecíveis: assim posso resumir os 4 dias que passei na casa Aoo Specialized Racing Team em Itaipava, RJ.

Logo após chegar de Toronto, dos Jogos Pan-americanos, onde competi em uma pista supertécnica e divertida, o meu primeiro treino na pista do Brasileiro de XCO foi um pouco frustrante. Voltei para casa com alguns obstáculos travados na garganta. O circuito, numa definição rápida, exigiu força dos atletas, além de oferecer alguns desafios.

Foi uma experiência incrível poder participar de um evento do nível do Pan-americano realizado em Toronto. Acredito que, para mim, esse tenha sido o segundo passo para as Olimpíadas.

Foram 7 dias no alojamento com uma estrutura incrível para os atletas. Sempre falo que não posso ficar mal acostumada, pois não é comum conviver com tanto suporte assim (fisioterapeuta, médicos, mecânicos, massagistas...)

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